Fuente: Viva
Apesar da alta consciência sobre a finitude, apenas 12% dos brasileiros têm seguro de vida, refletindo a falta de organização prática em momentos críticos
A morte ainda é encarada como um tabu cultural no Brasil, tema quase sempre evitado até que uma perda ocorra. Romper esse silêncio pode ser indispensável para garantir estabilidade financeira e proteção familiar.
A advogada Cynthia Araújo, autora do livro A Vida Afinal: Conversas difíceis demais para se ter em voz alta (Paraquedas, 2023), avalia que o tema é frequentemente tratado como algo a ser evitado ou deslocado para o campo do outro.
“Os brasileiros ainda sentem que, se falarem da morte, vão atraí-la, como se ela estivesse à espreita. A experiência de morrer, nessa lógica, é sempre vivida pelos outros, nunca por mim. Quem morre é sempre ‘o outro’. Por outro lado, cada classe social, cada cor de pele, gênero, vive isso de um jeito”, observa.
Pesquisa realizada pela Icatu Seguros, em parceria com a Conversion, agência especializada em dados, SEO e inteligência de comportamento digital, indica que 67% dos brasileiros pensam na própria finitude com frequência ou de vez em quando. Apesar disso, essa consciência raramente vira ação prática: apenas 12% possuem seguro de vida, enquanto 43% já conversaram com parentes sobre o tema sem estruturar medidas concretas.
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