A Bolsa Brasileira de Mercadorias (BBM) e a seguradora Mapfre desenvolveram um seguro agrícola voltado à cobertura de riscos climáticos sobre operações vinculadas à Cédula de Produto Rural (CPR). Com esse mecanismo, o seguro prevê indenização direta ao credor do produtor rural em caso de sinistro.
Segundo a BBM, a nova modalidade busca ampliar a previsibilidade das operações lastreadas em CPR, um dos principais instrumentos de financiamento do setor. “É uma resposta concreta a uma demanda do mercado e um avanço importante para o crédito do agronegócio brasileiro”, disse Cesar Henrique Bernardes Costa, diretor geral da BBM, em nota.
Como a indenização é paga ao financiador, o mecanismo reduz o risco financeiro das operações e fortalece a segurança jurídica das operações, segundo as empresas.
O produto estará disponível a partir de fevereiro de 2026, com foco no financiamento da safra 2026/27. O seguro poderá contar com subvenção federal ao prêmio do seguro rural e, em São Paulo, poderá ter apoio estadual.
O lançamento é parte de uma parceria firmada entre BBM e Mapfre em 2024, voltada à ampliação da oferta de seguros no agronegócio. À época, as companhias destacaram a necessidade de aumentar a capilaridade do seguro rural no país e de oferecer consultoria aos produtores para facilitar o acesso às apólices, especialmente fora da Região Sul. Historicamente, a adesão ao seguro rural é maior entre os produtores dos Estados sulistas.
A área segurada no Brasil vem encolhendo nos últimos anos. Além disso, cortes no orçamento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) limitaram a contratação de apólices, reforçando o desafio de ampliar a cobertura em regiões como Sudeste, Centro-Oeste e Matopiba (confluência entre Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia).
Na avaliação do diretor territorial São Paulo da Mapfre, Leonardo Marins, o crescimento do crédito privado no agronegócio trouxe escala, mas também a necessidade de tratar o risco de forma estruturada.
“A CPR passou a ter papel central nessas operações e, diante da maior instabilidade climática, não faz sentido que o risco fique de fora. Quando organizada tecnicamente, a CPR ganha previsibilidade e o mercado passa a enxergar o título com mais confiança”, destacou Marins, em comunicado.
Fuente: Globo Rural
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