A Superintendência de Seguros Privados (Susep) convocou uma reunião emergencial com representantes de seguradoras, resseguradoras, corretores, entidades do setor produtivo e órgãos do governo federal para tratar dos impactos da tragédia climática que atinge a Zona da Mata mineira. O encontro foi liderado pelo superintendente Alessandro Octaviani e teve como foco imediato acelerar a assistência às vítimas e organizar a resposta do mercado segurador diante de um cenário que já soma mais de 70 mortes em Juiz de Fora e seis em Ubá, além de desaparecidos e milhares de desabrigados.
Juiz de Fora já figurava entre os municípios mais vulneráveis do país a deslizamentos e inundações, segundo levantamento de 2023 do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), que identificou 1.942 cidades com população vivendo em áreas de risco. Na cidade mineira, cerca de 129 mil pessoas estavam nessas condições, a nona maior concentração do Brasil e a mais crítica no interior. Em Ubá, 7,4 mil moradores viviam em regiões suscetíveis a problemas decorrentes de chuvas intensas.
Segundo Octaviani, no curtíssimo prazo a prioridade é garantir que as seguradoras deem máxima celeridade aos atendimentos e às indenizações. O mercado, afirmou, já possui maturidade para deflagrar automaticamente procedimentos de assistência quando eventos dessa magnitude ocorrem, mas é fundamental reforçar a coordenação e remover entraves operacionais. Entre as medidas discutidas está a criação de um fluxo acelerado para o registro de óbitos, “um fast track que pode ser construindo com a tecnologia moderna”, permitindo que indenizações de seguros de vida sejam pagas com mais rapidez às famílias atingidas. “A cidade ainda está debaixo de água e as pessoas ainda se dedicam a sobrevivência, e nem lembram neste momento de acionar o seguro”, disse ele em entrevista exclusiva ao Sonho Seguro.
“Também foi lançada uma força-tarefa para centralizar e tabular dados de sinistros, organizando informações enviadas pelas companhias sobre volume de avisos, exposição e eventuais concentrações de risco”, contou. O superintendente destacou, no entanto, que os números iniciais ainda não retratam a dimensão total das perdas. Muitas famílias sequer conseguiram comunicar seus sinistros, dada a gravidade da situação, com cidades ainda cobertas por lama e água. A consolidação de dados mais precisos dependerá da normalização das condições locais e do avanço das comunicações formais às seguradoras.
Para além da resposta emergencial, Octaviani defendeu que a tragédia impõe um debate estrutural sobre o modelo brasileiro de proteção contra catástrofes climáticas. Na avaliação dele, o país precisa construir um novo desenho institucional para o seguro de eventos extremos, capaz de abarcar diferentes dimensões do problema. Isso inclui a proteção do segurado individual, especialmente de baixa renda, mais exposto a alagamentos e deslizamentos; a ampliação e adequação das coberturas para empresas, cuja paralisação afeta cadeias produtivas e empregos; e mecanismos voltados à infraestrutura pública, sobretudo municipal, frequentemente atingida e sem instrumentos robustos de transferência de risco.
Enquanto as equipes de seguros seguem mobilizadas para atender as vítimas em Minas Gerais, o setor segurador é chamado a atuar não apenas como pagador de indenizações, mas como protagonista na construção de uma arquitetura mais robusta de proteção, prevenção e financiamento de riscos climáticos. A reunião reuniu representantes do governo federal, da Defesa Civil, do mercado ofertante e intermediador de seguros, além de entidades que representam consumidores e setores produtivos.
Para o superintendente, a pluralidade de atores sinaliza que o tema ultrapassa disputas ideológicas. Trata-se, segundo ele, de uma agenda estratégica para o país. “Se não houver avanço na construção de consensos e propostas concretas, a sociedade corre o risco de enfrentar as próximas tragédias nas mesmas condições de vulnerabilidade”, sentenciou.
Octaviani defendeu ainda que o seguro pode desempenhar papel central na prevenção. Ao inspecionar riscos para emissão de apólices, as companhias passam a identificar fragilidades estruturais, como pontes mal conservadas ou sistemas de drenagem inadequados. “A gestão de risco pode contribuir para elevar o padrão de gestão de risco dos municípios. Em um país com mais de 5.500 cidades, a ampliação da cultura de seguro e da análise técnica de riscos poderia, na visão do regulador, colocar o Brasil em outro patamar de preparação frente aos eventos climáticos extremos”, concluiu.
O Sindicato das Seguradoras de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Distrito Federal (Sindseg MG/GO/MT/DF) e o Sindicato dos Corretores de Minas Gerais (Sincor-MG) já iniciaram uma série de ações conjuntas para mitigar os impactos das fortes chuvas que atingem a Zona da Mata e, mais recentemente, o Norte de Minas Gerais. As entidades mobilizaram tanto ações humanitárias quanto uma força-tarefa operacional para acelerar o pagamento de indenizações aos segurados afetados.
As seguradoras que atuam nas regiões atingidas implementaram um regime especial de atendimento. Peritos foram deslocados para os municípios afetados e a análise digital de danos passou a ser adotada para agilizar os processos.
De acordo com a presidente do Sindicato Regional das Seguradoras, Andreia Padovani, o prazo médio para pagamento das indenizações tem sido de até 48 horas após a abertura do sinistro, a depender da seguradora e da complexidade do caso. Centenas de avisos de sinistro relacionados a alagamentos e enchentes já foram registrados, e a expectativa é de que esse número aumente nos próximos dias.
O atendimento emergencial será mantido enquanto perdurar a situação crítica nas cidades atingidas. Um representante do sindicato permanece na Zona da Mata para acompanhar a evolução dos impactos e apoiar a articulação entre seguradoras e corretores.
De forma coordenada, os corretores estão fazendo uma busca proativa de segurados que podem ter sido afetados. Tanto as seguradoras quanto os corretores estão procurando os clientes para realizar os processos indenizatórios ao invés de esperar. “Como muita gente está sofrendo, acaba nem lembrando do seguro, então estamos trabalhando proativamente na identificação dos prejudicados para acelerar as indenizações. As seguradoras estão sendo muito atenciosas, cuidadosas e responsáveis com os clientes, exigindo o mínimo de documentos necessários, o que tem simplificado muito os processos”, afirma Gustavo Bentes, presidente do Sincor MG.
O Sindicato das Seguradoras de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Distrito Federal (Sindseg MG/GO/MT/DF) e o (Sincor-MG) já iniciaram uma série de ações conjuntas para mitigar os impactos das fortes chuvas que atingem a Zona da Mata e, mais recentemente, o Norte de Minas Gerais. As entidades mobilizaram tanto ações humanitárias quanto uma força-tarefa operacional para acelerar o pagamento de indenizações aos segurados afetados.
As seguradoras que atuam nas regiões atingidas implementaram um regime especial de atendimento. Peritos foram deslocados para os municípios afetados e a análise digital de danos passou a ser adotada para agilizar os processos. De acordo com a presidente do Sindicato Regional das Seguradoras, Andreia Padovani, o prazo médio para pagamento das indenizações tem sido de até 48 horas após a abertura do sinistro, a depender da seguradora e da complexidade do caso. Centenas de avisos de sinistro relacionados a alagamentos e enchentes já foram registrados, e a expectativa é de que esse número aumente nos próximos dias. O atendimento emergencial será mantido enquanto perdurar a situação crítica nas cidades atingidas. Um representante do sindicato permanece na Zona da Mata para acompanhar a evolução dos impactos e apoiar a articulação entre seguradoras e corretores.
De forma coordenada, os corretores estão fazendo uma busca proativa de segurados que podem ter sido afetados. Tanto as seguradoras quanto os corretores estão procurando os clientes para realizar os processos indenizatórios ao invés de esperar. “Como muita gente está sofrendo, acaba nem lembrando do seguro, então estamos trabalhando proativamente na identificação dos prejudicados para acelerar as indenizações. As seguradoras estão sendo muito atenciosas, cuidadosas e responsáveis com os clientes, exigindo o mínimo de documentos necessários, o que tem simplificado muito os processos”, afirma Gustavo Bentes, presidente do Sincor MG.
Fuente: Fenacor
Enlace: https://www.fenacor.org.br/noticias/chuvas-em-minas-gerais-susep-articula-forca-t
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