O mercado segurador brasileiro encerrou 2025 com desempenho positivo e reafirmou sua relevância como um dos pilares da economia nacional. Dados da Confederação Nacional das Seguradoras apontam que o setor movimentou R$ 764,5 bilhões no período, resultado 1,8% superior ao registrado em 2024, além de R$ 548,4 bilhões pagos em indenizações, benefícios, resgates e demais eventos indenizáveis, um crescimento de 8,8% que evidencia o papel estratégico do segmento na recomposição financeira de famílias e empresas.
Na Bahia, esse avanço ganha contornos ainda mais expressivos. O estado se consolidou como um dos principais mercados do setor no Nordeste, ocupando posição de destaque no ranking nacional, com cerca de 3% de participação. Nos últimos anos, o crescimento tem sido consistente. Em 2024, o mercado segurador baiano movimentou mais de R$ 9 bilhões, com expansão próxima de 15%, mantendo trajetória de alta ao longo de 2025, impulsionado principalmente pela maior procura por seguros patrimoniais, de vida e de saúde.
Esse desempenho reflete uma mudança no comportamento do consumidor baiano, que passa a enxergar o seguro como instrumento de proteção financeira e não apenas como custo. O movimento ganhou força após a pandemia e se intensificou diante da instabilidade econômica e do aumento da percepção de riscos no cotidiano, tanto para famílias quanto para empresas. Em um estado marcado por forte dinamismo urbano e crescimento de pequenos negócios, a busca por proteção patrimonial e pessoal tem se tornado cada vez mais presente.
Entre os segmentos que mais crescem na Bahia, destacam-se os seguros de vida e acidentes pessoais, impulsionados pela preocupação com a proteção familiar, além do seguro saúde, que acompanha a demanda por acesso mais ágil a serviços médicos. Os seguros patrimoniais, como residencial e empresarial, também apresentam expansão relevante, acompanhando o avanço do mercado imobiliário e o fortalecimento de micro e pequenos empreendedores. O seguro de automóveis segue como um dos mais representativos em volume, enquanto novos nichos, como seguros ligados ao agronegócio e ao transporte, ganham espaço no interior do estado.
A interiorização do mercado segurador é, inclusive, um dos movimentos mais importantes observados na Bahia. Cidades de médio porte têm ampliado a contratação de seguros, acompanhando o crescimento econômico regional e a diversificação das atividades produtivas. Esse processo contribui para descentralizar o setor e ampliar o acesso da população a produtos que, até poucos anos atrás, estavam concentrados nos grandes centros urbanos. A digitalização dos serviços também tem papel fundamental, facilitando a contratação e ampliando o alcance das seguradoras.
No cenário nacional, o desempenho do setor foi impactado principalmente pelo comportamento da previdência privada aberta. Em 2025, as contribuições recuaram 20% em relação ao ano anterior, enquanto os resgates e benefícios pagos cresceram 13,8%. Como resultado, a captação líquida caiu de R$ 60,3 bilhões em 2024 para R$ 3,1 bilhões, movimento influenciado, entre outros fatores, pela incidência de Imposto sobre Operações Financeiras sobre aportes mais elevados em planos do tipo VGBL, o que alterou o comportamento dos investidores.
Segundo o presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, mesmo com oscilações pontuais, o setor mantém sua importância estrutural. “O conjunto desses resultados reforça a relevância econômica e social do setor segurador. Mesmo em momentos adversos, o seguro exerce papel fundamental na gestão de riscos e na recomposição financeira de consumidores e empresas, contribuindo para maior estabilidade nas relações econômicas”, afirmou.
Apesar do impacto na previdência, os demais segmentos apresentaram crescimento consistente. Os seguros de Danos e Responsabilidades avançaram 7,5% em 2025, alcançando R$ 144,5 bilhões em prêmios, impulsionados pela maior demanda por proteção patrimonial e empresarial. Nos Seguros de Pessoas, a arrecadação cresceu 8,3%, superando R$ 78,8 bilhões. Já a Capitalização manteve trajetória positiva, com R$ 33,9 bilhões acumulados e alta de 6%. A saúde suplementar permaneceu como principal motor do setor, com R$ 349,4 bilhões em contraprestações líquidas, avanço de 10,8%, refletindo tanto o aumento do número de beneficiários quanto a elevação dos custos assistenciais.
Para a CNseg, o avanço observado na Bahia reflete uma transformação estrutural que tende a se consolidar nos próximos anos. A expectativa é de continuidade do crescimento, sustentada pela ampliação da consciência sobre riscos, pela inovação tecnológica e pela diversificação dos produtos oferecidos.
Fuente: TRBN
Enlace: https://www.trbn.com.br/materia/I152249/mercado-de-seguros-cresce-na-bahia--1
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