A autorização da SUSEP marca uma nova fase para o seguro auto no Brasil, com modelos digitais capazes de reduzir burocracia, ampliar eficiência e transformar a contratação em uma decisão mais rápida, simples e conectada à rotina do consumidor.
O mercado brasileiro de seguro automotivo vive um paradoxo: cresce em receita, mas ainda tem espaço relevante para ampliar sua base de clientes. O seguro auto registrou crescimento nominal de 6,39% entre janeiro e novembro de 2025, enquanto os seguros de danos e pessoas, excluindo VGBL, somaram R$ 202,28 bilhões no período, alta nominal de 7,28% em relação ao ano anterior. Ainda assim, a penetração do produto segue limitada. Apenas 30% da frota em circulação conta com apólice, o que significa que cerca de 70% dos automóveis rodam sem proteção contra acidentes, roubos, furtos, enchentes ou danos a terceiros. São 20,1 milhões de veículos segurados diante de uma base de 72 milhões de automóveis e caminhonetes em circulação, conforme dados de maio de 2024. O desafio, portanto, não está apenas em vender seguro para quem já conhece o produto, mas em modernizar uma jornada ainda marcada por preço elevado, excesso de etapas, burocracia e pouca aderência ao comportamento digital do consumidor. Enquanto seguradoras tradicionais aumentam seus preços, a Loovi aposta em tecnologia para manter condições competitivas e ampliar eficiência operacional.
É nesse espaço que a Loovi Seguros passa a disputar uma das fronteiras mais relevantes do setor. A SUSEP concedeu autorização para que a LTI, seguradora do Grupo Loovi, avance no processo de obtenção da licença definitiva. A decisão representa um marco para o mercado, que passa a contar com uma empresa de base tecnológica aprovada pela autarquia após cumprir as etapas do Sandbox, ambiente criado para testar modelos inovadores. O aval reforça o amadurecimento institucional da companhia e amplia sua capacidade de atuar em um segmento historicamente concentrado em seguradoras tradicionais. A proposta da Loovi foi construída a partir de uma leitura clara: o seguro auto precisa acompanhar a forma como o consumidor já compra, compara, decide e contrata serviços financeiros no ambiente digital. “O mercado de seguro auto não tem apenas um problema de preço. Ele tem um problema de acesso. Se o consumidor precisa responder dezenas de perguntas, esperar análise e depender de um processo que não conversa com sua rotina digital, ele simplesmente desiste”, afirma Quézide Cunha, CEO do Grupo Loovi. “A tecnologia entra justamente para transformar essa jornada em algo mais rápido, transparente e possível para mais motoristas.”
A autorização também ajuda a reposicionar a Loovi para além da imagem de uma marca digital de forte presença em redes sociais. A empresa ganhou visibilidade ao inovar na forma de falar sobre seguro, com comunicação direta, linguagem acessível e uso estratégico de influenciadores como Neymar Jr., Cariani e Toguro para aproximar um produto historicamente técnico do público final. Mas o diferencial da companhia não está apenas na comunicação. Ele aparece sobretudo na tecnologia aplicada à operação, na integração da cadeia e na capacidade de transformar a contratação de seguro em uma experiência simples, rápida e digital. O modelo combina venda online, plataforma própria, contratação simplificada e uso intensivo de dados e inteligência artificial para reduzir fricção na jornada do cliente. A contratação pode ser feita em até 5 minutos, com experiência desenhada para consumidores que valorizam agilidade, previsibilidade e autonomia, seja na rotina, em viagens ou em situações de urgência.
A nomenclatura Insur.AI nasce desse posicionamento: uma evolução das insurtechs tradicionais para um modelo em que inteligência artificial, automação e experiência do usuário deixam de ser apenas recursos tecnológicos e passam a cumprir uma função prática dentro do produto. Ao reduzir etapas, automatizar processos e integrar dados na jornada do cliente, a tecnologia ajuda a diminuir custos operacionais e permite à Loovi oferecer uma opção competitiva em um mercado pressionado por reajustes. “A Loovi não nasceu para digitalizar um processo antigo. Ela nasceu para redesenhar a forma como o brasileiro contrata seguro”, afirma William Naor, VP do Grupo Loovi. “Quando a tecnologia domina a jornada inteira, da cotação à contratação, o seguro deixa de ser um produto distante e passa a ser uma decisão simples, feita no tempo do consumidor.”
O avanço regulatório ocorre em um momento favorável para modelos mais digitais no setor. A CNseg projeta que o mercado de seguros alcance R$ 808 bilhões em arrecadação em 2026, com crescimento estimado de 5,7%, em um cenário no qual saúde, automóvel e habitacional aparecem entre os segmentos de destaque. Ao mesmo tempo, o sistema regulatório brasileiro tem ampliado o debate sobre inovação, transparência e novos formatos de distribuição, especialmente em um mercado em que a SUSEP exerce papel central de fiscalização e estabilidade para proteger consumidores e supervisionar sociedades autorizadas. Para a Loovi, esse cenário reforça uma missão mais ampla de segurança patrimonial. Em um país onde milhões de motoristas ainda circulam sem proteção, o desafio não é tratar o seguro como um produto de nicho, mas como uma ferramenta de preservação de patrimônio, renda e tranquilidade para diferentes perfis de consumidores. “A próxima fase do seguro no Brasil precisa ser menos sobre complexidade e mais sobre proteção real para quem está na rua todos os dias”, afirma Quézide Cunha. “Quando tecnologia, regulação e inteligência de dados trabalham juntas, o seguro deixa de ser percebido como um custo distante e passa a cumprir seu papel essencial: preservar patrimônio, renda e tranquilidade
Fuente: Segs
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