A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) iniciou o cronograma de intercâmbio automatizado de informações sobre os seguros obrigatórios no transporte rodoviário de cargas, com previsão de implementação até 30 de junho de 2026. A medida regulamenta dispositivos da Lei nº 14.599/2023, que estabelece a obrigatoriedade dos seguros RCTR-C(Responsabilidade Civil do Transportador Rodoviário de Carga), RC-DC (Responsabilidade Civil por Desaparecimento de Carga) e RC-V (Responsabilidade Civil de Veículo). Diante disso, o CQCS conversou com Alex Giesz, gerente de Autonomia e Competitividade Logística da Seguros SURA Brasil, para entender as oportunidades que o contexto gera.
Para o especialista, a obrigatoriedade dos seguros contribui diretamente para o fortalecimento do setor, garantindo a segurança das operações e criando um ambiente mais equilibrado para todos os participantes da cadeia logística e para as seguradoras. “Isso converge na expansão de um mercado mais estruturado, com melhores condições de precificação e desenvolvimento de soluções sob medida para diferentes perfis de transportadoras”, explica Giesz.
Em meio à nova conjuntura, as seguradoras passam a ter um papel ainda mais estratégico, atuando como parceiras na gestão de operações. Giesz explica que as companhias devem assumir papel na educação e suporte ao cliente, principalmente para os clientes que contratam proteção securitária pela primeira vez.
“Buscamos oferecer benefícios que vão além da cobertura básica, com capacitação da equipe comercial para prover soluções claras e direcionamento preciso aos corretores, que, por sua vez, os repassam aos segurados”, informa. “Essa abordagem inclui o apoio na administração de riscos e, sobretudo, na prevenção de ocorrências. O foco também se estende ao aprimoramento das operações transformando o seguro de um mero custo em um componente estratégico fundamental para o negócio”, completa Giesz.
Sendo assim, o executivo garante que o segurado não apenas adquira a proteção essencial, mas passa também a contar com um suporte especializado para sinistros, uma gestão eficaz de vulnerabilidades, materiais instrutivos e o acompanhamento de uma equipe de gerenciamento, que compartilha expertise e reforça a governança em suas atividades.
Além das seguradoras, os corretores também passam a desempenhar uma função ainda mais relevante diante do novo cenário. Para Giesz, os profissionais que se posicionam como especialistas em transportes, ajudando o cliente a entender obrigações e riscos, terão uma grande oportunidade de crescimento e fidelização.
Como muitas transportadoras ainda não contam com os seguros obrigatórios, não têm corretores especialistas apoiando no dia a dia delas. “Por isso, esse profissional trará muito conhecimento ao cliente. Eles atuarão como consultores especialistas, oferecendo soluções completas e robustas, baseadas em sua vivência e experiência com sinistros”, afirma Giesz.
Com a implementação em andamento e conclusão prevista para o fim do primeiro semestre, a companhia avalia que, a partir do meio do ano, o mercado tende a se tornar mais organizado, competitivo e orientado pela qualidade, favorecendo maior estruturação do segmento, além de impulsionar a demanda, o desenvolvimento de produtos e a competitividade.
“Consequentemente, o setor vai evoluir para oferecer outros serviços, criando uma proposta de valor mais enriquecedora para o cliente final”, finaliza Alex.
Fuente: CQCS
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